Beta
2009-08-21 19:54:15
Você sabe porque todos os modernos serviços de internet carregam o termo beta? Muito se comenta sobre a revolução do Google e sobre a tal web 2.0, mas para a maioria das pessoas, beta ainda é -literalmente– papo de grego.

Antes de chegar ao mercado, um produto de tecnologia geralmente passa pelas fases de teste alpha e beta. Essa terminologia foi cunhada pela equipe de testes de hardware da IBM, décadas atrás, e mantida quando apareceram os primeiros softwares de computador – o alpha-test é geralmente conduzido internamente, quando o produto ainda está incompleto ou em fase experimental; já o beta-test é aberto aos usuários, que ajudam os desenvolvedores a encontrar erros e colaboram com opiniões e criticas.
Nos anos 90, a Netscape causou polêmica lançando ao público versões alpha de seu navegador, e no final da década diversos aplicativos começaram a estacionar na versão beta, por razões curiosas – como o aplicativo beta é declaradamente work in progress(trabalho em processo), seu desenvolvedor fica isento de qualquer garantia ou responsabilidade quanto ao seu funcionamento correto, e prestação de suporte. Esta estratégia garantiu o sucesso de aplicativos gratuitos e inovadores, como por exemplo o ICQ, e posteriormente o Skype.
Com a virada do século, veio uma distorção na idéia do aplicativo beta – as pessoas passaram a vê-lo como algo dinâmico, em constante evolução e aperfeiçoamento, e não necessariamente incompleto. São estes conceitos de beta-test permanente e co-autoria do usuário que caracterizam a chamada web 2.0. Ao invés de esperar anos pela próxima versão, o usuário participa do desenvolvimento de um software que se adapta constantemente, de acordo com aquilo que ele precisa.

